Archive for Abril, 2010

Crianças mais inteligentes

A alimentação durante a gravidez afecta o desenvolvimento cerebral do bébe. E os estudos revelam que a comida pode influenciar o QI das crianças.

A importâncias da alimentação no cérebro das crianças começa antes do nascimento. Os estudos científicos revelam que os bébes com o peso regular á nascença têm, em média, um QI mais elevado do que os recém-nascidos com peso abaixo da média. A fisiologista Teresa Branco, directora da Clínica Metabólica, em Oeiras, refere uma subtância fundamental nesta fase: “O ácido fólico [presente nos cereais integrais, por exemplo] tem influència no bom desenvolvimento do tubo neural [que dá origem ao sistema nervoso] durante o crescimento fetal. Este nutriente é mais importante durante as primeiras semanas na gestação”, explica.

Crianças

Patrícia Almeida Nunes, dietistas coordenadora do Serviço de dietética e Nutrição do Hospital Santa Maria, em Lisboa, explica que durante a gravidez a mulher deverá ter cuidados redobrados com a aliemntação, principalmente nos primeiros três meses. “Globalmente, a grávida deverá ter uma alimentação diversificada que inclua cereais, produtos integrais, fruta fresca, legumes, verduras, lacticínios e carne”, diz a especialista. (mais…)

Fugir ao stress

Alimentos como o leite e derivados têm um efeito calmante e os vegetais são ricos em nutrientes que ajudam a reparar danos causados pela tensão prolongada

Muitas pessoas bebem um copo de leite ou comem um iogurte antes de se deitarem para terem uma noite tranquila. Agora os cientistas descobriram porque é que este velho hábito é bom para combater o stress. O leite e derivados são ricos em nutrientes que activam a substância produzida pelos neurónios (conhecida como GABA) para contrabalançar os neurotransmissores estimulantes produzidos em excesso nas situações de stress, ou seja, funcionam como um calmante natural.

Stress

Fernando Gomez-Pinilla, investigador e neurologista da Universidade da Califórnia, defende mesmo que as alterações adequadas na dieta podem ser decisivas na resolução de problemas neurológicos. Num artigo que publicou na Nature Reviews Neuroscience, reuniu 160 estudos científicos sobre os efeitos da comida no cérebro. “Neste caso, os alimentos são como medicamentos que afectam directamente o sistema nervoso, e o facto de podermos alterar a nossa saúde mental através da comida é muito animador, pois significa que as mudanças alimentares podem ser encaradas como uma estratégia viável para proteger o cérebro”, defende o especialista. (mais…)

Aumentar a capacidade de concentração e raciocínio

Os cereais integrais fornecem energia para o funcionamento dos neurónios e os ovos têm nutrientes que ajudam nas actividades intelectuais muito exigentes.

O pequeno-almoço é fundamental para o desempenho cerebral. Mas os bolos e doces devem ser evitados, porque fazem disparar os níveis de açúcar no sangue, afectando o trabalho dos neurónios. “Deve comer-se alimentos que têm muita fibra, ou seja, os integrais”, diz a fisiologista teresa Branco. O ideal é começar o dia com pão ou cereais integrais, fruta e lacticínios. Esta estratégia contribui para alcançar um bom desempenho mental, porque mantém os níveis de energia mais tempo.

Legumes e frutas saudáveis

As proteínas também são essenciais para as actividades mentais exigentes. Um exemplo: se comer um prato de peixe e vegetais ao almoço vai sentir-se muito mais alerta e concentrado nas horas seguintes do que com uma refeição à base de massa, que tende a causar sono. Isto em parte é explicado pelo facto de o peixe ser rico em tirosina, que estimula a produção de substâncias essenciais para manter elevada a concentração e estimular o desempeno mental. Ovos, frango e peru não ricos em proteínas magras e aminoácidos essenciais, como o triptofano, que é a base de muitos neurotransmissores envolvidos em mecanismos complexos de raciocínio. (mais…)

Atrasar o envelhecimento com uma alimentação saudável

Uma alimentação rica em peixe, fruta e legumes combate as substâncias que causam envelhecimento cerebral. Os doces e gorduras em excesso são de evitar

O cérebro é composto por 60% de gordura, usada essencialmente para revestir os neurónios. Com o avanço da idade verifica-se muitas vezes que essa camada isolante se degrada, por isso são mais frequentes as falhas na memória, a perda de capacidade de concentração e o cansaço cerebral. Os estudos mais recentes vieram mostrar que a alimentação retarda o processo de envelhecimento quando se comem as gorduras certas em doses moderadas, como a que se encontra no peixe. “Este alimento tem ácidos gordos ómega-3, que combatem o envelhecimento cerebral” explica o médico americano autor do livro The Brain Diet (a dieta do cérebro). Em contrapartida, as gorduras nocivas, como as que estão na carne gorda, e nas margarinas industriais, entopem as artérias e prejudicam o fornecimento de sangue ao cérebro, contribuindo para o seu envelhecimento.

OUTRO FACTOR importante para preservar a juventude cerebral é o combate aos chamados radicais livres, substâncias químicas tóxicas presentes no ambiente (resultante da poluição, por exemplo) ou produzidas naturalmente no corpo, que danificam os neurónios. A dietista Patrícia Nunes, salienta que o não cumprimento de uma alimentação saudável é dos factores que mais nos impedem de ter uma cérebro jovem: ” O consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, glícidos simples [produtos refinados como o pão branco e os doces] e o consumo de bebidas alcoólicas são hábitos largamente relacionados com o aumento da produção dessas substâncias nocivas ao organismo.” (mais…)

Melhorar a memória com os alimentos

O peixe e os frutos secos têm gorduras benéficas. O feijão, a soja e as nozes são ricos em nutrientes essenciais para o funcionamento dos neurónios

A química cerebral envolvida na memória depende muito da dieta. Um bom exemplo é a acetilcolina. tem um nome estranho, mas é essencial para o processo de memorização: funciona como um mensageiro químico natural de comunicação entre os neurónios. Ora, para fabricar este componente, o organismo precisa de matéria-prima, que é a colina, um nutriente que se encontra em vários alimentos vegetais como a soja, o feijão e frutos secos (um exemplo são as nozes) e ainda em produtos de origem animal, principalmente nos ovos.

Também aqui os ácidos gordos ómega-3 são elogiados pelos especialistas, porque ajudam a preservar a actividade cerebral. “Não só favorecem a criação de novo neurónios como protegem os já existentes, incorporando-se nas membranas das células nervosas que formam os circuitos neurológicos responsáveis por funções como a memória, explica o neurologista Greg Cole, investigador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Outros estudos desvendaram novas oportunidades na soja – este alimento estimula o hipocampo cerebral, precisamente a parte do cérebro responsável pelos mecanismos.

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Álcool e a Sede & Sumo de Fruta

Hoje vamos desvendar 2 mitos, um sobre as bebidas alcoólicas e outro sobre os benefícios de um sumo de fruta comparado com a fruta.

Primeiro Mito:

A cerveja ou outra bebida com álcool é uma forma eficaz de matar a sede no verão

Resposta: Qualquer bebida alcoólica tem efeitos diuréticos e por isso conduz à perda de água no organismo, promovendo a desidratação. “A bebida ideal para matar a sede é a água”. A água é mesmo um dos ingredientes da alimentação mais importantes e geralmente ignorados. “Ajuda a eliminar toxinas, contribui para a saúde e bom aspecto da pele, mais do que qualquer creme de beleza, e ainda ajuda a perder peso.” As bebidas alcoólicas, por outro lado, só sobrecarregam o organismo (o álcool é sempre encarado pelo nosso corpo como um produto tóxico que é preciso eliminar). Apesar de tudo, o vinho e a cerveja podem ser consumidos com moderação e até têm compostos que são benéficos, nomeadamente os taninos, que protegem contra o cancro.

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Sumo de fruta é saudável?

Mito de hoje: O sumo de fruta, por exemplo de melancia, é sempre saudável

Toda a fruta tem açúcares naturais (frutose), mesmo aquelas em que existe um elevado teor de água, como o melão ou a melancia. Quando o fruto é consumido inteiro, esses açúcares não são libertados imediatamente na totalidade durante a mastigação – mas quando se tritura ou espreme a fruta uma percentagem muito maior desses açúcares entra logo em contacto com os dentes, podendo causar cáries se não se fizer uma higiene oral conveniente. E perde-se mais vitamina C, que se degrada em contacto com o ar. Além disso o consumo excessivo de sumos de fruta pode contribuir para a obesidade, precisamente devido á presença destes açúcares naturais. Apesar de tudo, os sumos naturais são uma alternativa mais saudável do que os refrigerantes ou os sumos industriais que têm, geralmente, uma percentagem muito maior de açúcar adicionado – e normalmente é sacarose, que também é menos saudável.

melancia

O café descafeinado tem cafeína

Muita gente bebe café descafeinado a pensar que este não tem cafeína, mas aqui estamos nós para desvendar mais um mito, e a verdade é:

O café descafeinado tem cafeína.

O café normal tem 150 mg de cafeína (por chávena pequena) e o descafeinado tem entre 8 mg e 30 mg. Por isso é que muitas pessoas mais sensíveis á cafeína continuam a ter dificuldade em adormecer quando bebem um descafeinado. Uma nutricionista diz que “não há dados concretos sobre a quantidade de cafeína presente nos descafeinados, que pode até variar muito de marca para marca ou de lote para lote. Mas o certo é que há sempre vestígios.” Contrariando outro mito, o café é hoje considerado uma bebida saudável por muitos especialistas, desde que consumido com moderação. “Foi uma surpresa até para mim”, diz Jonny Bowden, autor do livro The Healthiest Foods on Earth. E aponta como exemplo o estudo de 2006 publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, onde se esclarece que esta bebida até ajuda a combater doenças do fígado.

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